
O primeiro debate entre os pré-candidatos ao governo do Rio de Janeiro, promovido pelo grupo Band na noite deste domingo (9), teve início com um embate direto sobre segurança pública entre os participantes.
Logo no primeiro bloco, os pré-candidatos Douglas Ruas (PL) e William Siri (Psol) trocaram acusações de proximidade com facções criminosas. Siri iniciou a troca acusando as alianças do candidato do PL com o crime organizado, citando o ex-presidente da Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar e o ex-deputado estadual TH Joias, ambos presos em ações da Polícia Federal.
“A extrema-direita que você representa o estado há muito tempo. Você vai negociar com o crime?”, questionou Siri. Ruas, por sua vez, rebateu afirmando ter trajetória própria e negou vínculo de subordinação a padrinhos políticos. “Eu tenho identidade própria, sou servidor público, nunca escolhi chefe”, respondeu o atual presidente da Alerj.
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Também presente no debate, o pré-candidato Anthony Garotinho (Republicanos) questionou a capacidade dos demais participantes para gerir a segurança pública. Ele adotou um tom de confronto, em especial contra o pré-candidato André Marinho (Novo). Garotinho aproveitou a oportunidade para defender um modelo inspirado ao executado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Entretanto, ao ser questionado sobre os riscos relativos a um modelo penitenciário que flexibiliza a separação entre os presos, Garotinho relativizou a possibilidade de aumento da violência nas unidades prisionais.
Outro tópico de peso no primeiro bloco foi o tema da violência contra mulher. Marinho aproveitou para associar a discussão à necessidade de se ampliar a responsabilização dos agressores. Em momento de perguntas a Ruas, Marinho criticou a gestão de Paes na prefeitura do Rio. Ruas, por sua vez, acusou Paes de desconhecer a legislação sobre violência psicológica, principalmente aquela praticada contra mulheres.
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